<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905</id><updated>2011-12-25T20:04:16.563-02:00</updated><category term='Ética'/><category term='moral'/><category term='Instituições'/><category term='Planejamento'/><category term='Verão'/><category term='possiblidades'/><category term='Estágio'/><category term='Política'/><category term='Saúde'/><category term='Política Habitacional'/><category term='Seguridade Social'/><category term='recomeços'/><title type='text'>Controles de Ética</title><subtitle type='html'>O Controles de Ética é a localização das minhas reflexões ético-políticas sobre o mundo. Quando se tratar de uma reflexão pessoal, sobre o self, (!), esta se encontra em  http://lookingforthesubject.blogspot.com. 
Obrigada pela visita!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-9104279550295674341</id><published>2010-10-05T21:55:00.002-03:00</published><updated>2010-10-05T22:08:17.761-03:00</updated><title type='text'>Back</title><content type='html'>Estou de volta, da terra dos mortos-vivos, conhecidos comumente como &lt;em&gt;formandos em nível superior&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Controles de Ética, logo, não vai ser mais um blog acadêmico, mas um blog menos pessoal, de discussão, mais político-filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver como me saio daqui em diante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver. Alice&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-9104279550295674341?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/9104279550295674341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=9104279550295674341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/9104279550295674341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/9104279550295674341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2010/10/back.html' title='Back'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-183162652445931522</id><published>2009-05-28T21:19:00.002-03:00</published><updated>2009-05-28T21:27:16.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instituições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planejamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Sem Censura, Sem Preconceito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu me meti em uma conversa pra mostrar que sabia. (É, eu sou arrogante). E eu sabia mesmo (e não sou modesta). O problema não está aí (claro que não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teor da conversa me levou a usar um termo que está em desuso e está virando praticamente uma ofensa. A Micheli me censurou. Como eu sou totalmente a favor da censura (u-hum), principalmente quando alguém a aplica a mim, eu resolvi escrever o post e respaldar minha atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não agi precipitadamente. O termo que eu usei: ele tem suporte teórico e decisão de metodologia de trabalho por trás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu assim. A Micheli estava sentada ao meu lado durante a aula de Instituições e Práticas Sociais. Enquanto a professora explicava (!) a Micheli perguntou a Nayara se ela podia pegar um livro que estava na Biblioteca Sonora (a Nayara tem deficiência visual – ela só tem 30% da visão, mas em lugares bem iluminados, ela se orienta, vê vultos e tal; fui tutora dela, gravei uns textos nos dois primeiros semestres, mas deixei o trabalho por questões de saúde – que irônico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu me meti e usei o termo: “Os livros da Biblioteca Sonora só estão disponíveis para CEGOS”. A Micheli me olhou com uma cara de mamãe-brava-olhando-pra-menina-de-cinco-anos que me deixou pasma. Eu só não caí na gargalhada porque a professora tentava (de fato, ela chegou até a chamar a galera pelo nome) dar aula. Aí, eu continuei pasma, quase argumentando com a Micheli, mas a cara dela foi tão incrível que eu não conseguia nem argumentar... Só consegui dizer “vou escrever um texto sobre isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, como Assistentes Sociais três quartos, não podemos ser preconceituosas. É exatamente com as minorias que mais trabalhamos, e na emancipação das minorias mora nossa razão de existência. É para o fim da busca da garantia de direitos que ainda há Assistentes Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não sou preconceituosa. E é exatamente POR ISSO que eu uso palavras como DEFICIENTE, CEGO, MUDO, RETARDADO, FUMANTE, VAGABUNDO, PREGUIÇOSO, VICIADO, MANHOSO (esse, só na pediatria. Uma merda de um choro sem lágrima que me irrita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho preconceito algum e, por tratar tanto um cego quanto um deficiente visual, tanto um idoso quanto um velho caquético, e só por isso, sou indiferente às diferenças e ajo de forma equânime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vivesse me preocupando com os termos – ai meu Deus, vai ofender o coitadinho do ceguinho, e agora – eu ia perder tanto tempo pensando e me preocupando que não teria tempo pra ser o milagre de Deus sobre a Terra que eu sou: que estuda por três e trabalha por três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Assistente Social que supostamente não é preconceituoso mas que se prende aos conceitos, aos termos, é preconceituoso, porque está tratando do termo, e não da PESSOA POR TRÁS DO TERMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro tratar de pessoas. Eu me resolvo com os termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi, nada contra você, você é parte especial e essencial do meu crescimento acadêmico. E eu sei que as palavras ofendem. A reflexão sobre os termos deve transcender o momento de hoje e objetivar resultados em longo prazo. Porque a preocupação com o termo é momentânea, mas os resultados alcançados serão vistos tanto na vida do cego quanto na vida do deficiente visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-183162652445931522?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/183162652445931522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=183162652445931522&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/183162652445931522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/183162652445931522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/05/sem-censura-sem-preconceito.html' title='Sem Censura, Sem Preconceito'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-7653050254017183804</id><published>2009-05-19T17:45:00.002-03:00</published><updated>2009-05-19T17:49:21.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instituições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>16) Você participa de movimentos estudantis e de fóruns de estudantes de Serviço Social e afins?*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*Questão presente no Questionário de exercício teórico-prático que a assistente social minha chefa passou, como requisito à conclusão do estágio. É a questão que encerra o questionário. Vale a pena conferir até o final. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minhas crenças filosófico-acadêmicas não me permitem o engajamento em movimentos estudantis e/ou de luta. Acredito que Marx estava correto em seu observar e analisar da sociedade, eternamente dicotômica. Entretanto, primeiro de tudo, não creio que a união dos proletários seja viável, e somente com ela a revolução é possível. De modo que, não havendo revolução, não há sentido em envolver-me em práticas pontuais que são, como o próprio Marx as denomina, “um triunfo efêmero” (Marx &amp;amp; Engels. Manifesto Comunista). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em segundo lugar, o Assistente Social, como ‘empregado’ do Estado, Burguês, é um instrumento de controle social, através do qual a burguesia camufla a sua real intenção e realiza políticas sociais que aparentemente são ‘eficazes’. O são, do ponto de vista da burguesia. O Assistente Social que se engaja contra o próprio empregador se sente parte da burguesia, o que torna seu engajamento paradoxo, pois luta a favor daqueles que explora; e por outro lado, se o Assistente Social se engaja contra a burguesia e se sente proletário, então não está alienado o suficiente, e a burguesia vai terminar por oprimi-lo, até que esta ‘peça ruim da engrenagem’ seja substituída e devidamente destruída. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em terceiro lugar, o curso de Serviço Social, academicamente, é um curso paradoxo. Exige de um proletário vivendo num mundo burguês que ele passe dias inteiros dentro da Academia, a fim de se graduar no tempo e poder exercer seu trabalho a favor do Estado (mesmo que, aparentemente, contra Ele). Assim, fica impossível se engajar em lutas, se as disciplinas que te ensinam a ser revolucionário te tomam todo o tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O curso de Serviço Social precisaria de uma reformulação em suas bases teóricas, pois, como instrumentos de controle social, através de quem é efetuado o controle da revolução, precisamos de tempo para desenvolver e enredar engajamento sócio-político contra nosso principal empregador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando eu estava no quarto semestre, dentro da sala de aula de Ética profissional, uma colega, muito engajada politicamente, filha de burgueses, com certeza, me chamou de acomodada. Acredito que o sou, mas não com a característica pejorativa da qual ela falava. Eu não me engajo politicamente contra o maior empregador pois preciso sobreviver, e, diferentemente dela, caso venha sobre nós o Estado furioso, eu, proletária, ela, burguesa, tomaríamos caminhos e teríamos destinos diferentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela, como eu, tem seu papel na máquina do Estado. Ela existe revolucionária para que os proletários achem possível que a revolução aconteça. O meu papel é enxugar as lágrimas e direcionar aquilo que dá pra direcionar. Assim, como sou agente de controle social, o sou de ambos os lados; também intercedo pelos meus controlados, ao meu controlador. Um privilégio que ela, como revolucionária, não tem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Termino dizendo que sim, sou acomoda e prática ao extremo. Se não pode com eles (o Estado), lide com eles. Porque, juntar-se a eles não é nem ao menos uma opção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alice&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-7653050254017183804?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/7653050254017183804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=7653050254017183804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/7653050254017183804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/7653050254017183804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/05/16-voce-participa-de-movimentos.html' title='16) Você participa de movimentos estudantis e de fóruns de estudantes de Serviço Social e afins?*'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-7247169673830449603</id><published>2009-05-12T19:44:00.000-03:00</published><updated>2009-05-13T22:05:48.173-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instituições'/><title type='text'>Minha parte no seminário</title><content type='html'>Apresentamos, um grupo de quatro e mais eu, um seminário sobre "O Estado Social e o Estado Penal", na disciplina Instituições e Práticas Sociais. A minha apresentação foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EzzAgSTPv0g/SgtsmL09HPI/AAAAAAAAAQQ/Ai0aGEa7fag/s1600-h/Semin%C3%A1rio+de+IPS.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335477586816212210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_EzzAgSTPv0g/SgtsmL09HPI/AAAAAAAAAQQ/Ai0aGEa7fag/s400/Semin%C3%A1rio+de+IPS.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora disse que eu tenho de aprender a escrever em quadro, e que só dá pra entender o esquema quando eu estou explicando, mas que também ficou bom e foi uma ótima finalização pra os seminários da Unidade "O Estado Burguês".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No debate depois da aula, eu defendi o capitalismo, e que ele nunca vai ter fim, e que é possível dentro do contexto do capitalismo ter uma sociedade equânime. Numa sala que só tinha futuros assistentes sociais, acho que foi até uma surpresa eu ter saído de lá viva. Mas se já não gostavam de mim antes, pelo meu espírito não(e anti-)-revolução, agora, que eu disse que não acredito no fim do capitalismo, de nenhum modo, aí agora todos me odeiam verbalmente. Teve uma lá que ficou dizendo "mas você quer que o capitalismo continue, que os pobres continuem pobres, que a desigualdade continue...". E eu disse pra ela: "Eu não quero nada, o capitalismo é assim, e eu me adapto a ele, pra poder sobreviver." Putz....&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tipo assim&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu trabalho pra quem pagar melhor. E o socialismo paga mal pra caramba!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Falow&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-7247169673830449603?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/7247169673830449603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=7247169673830449603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/7247169673830449603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/7247169673830449603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/05/minha-parte-no-seminario.html' title='Minha parte no seminário'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EzzAgSTPv0g/SgtsmL09HPI/AAAAAAAAAQQ/Ai0aGEa7fag/s72-c/Semin%C3%A1rio+de+IPS.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-8214498032174384827</id><published>2009-05-11T19:44:00.001-03:00</published><updated>2009-05-11T19:45:50.336-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><title type='text'>Rotina Semestral</title><content type='html'>Todo semestre é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andréia e eu vamos fazer três anos de amizade em julho. Acho que ninguém me aguentou por tanto tempo. É a prova de que o relacionamento perfeito é entre um colérico (eu) e um fleumático (ela). Quando é pra durar, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu quero contar é outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já acontece há seis semestres. e é incrível, nunca falha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos de aulas às oito da madruga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril ou Setembro (começo do semestre): E aí, dormiu bem? Dormiu a noite toda? Descansou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio ou Outubro (meio do semestre): E aí? Dormiu pelo menos um pouco? Nem deu pra descansar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho ou Novembro (fim do semestre - desespero): E aí? Dormiu? É, eu também não....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É rotina; os professores passam tudo ao mesmo tempo no fim do semestre, e a gente tbm não é nenhum santo, e adia enquanto dá....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas trinta créditos tá apertado desde maio.... Ai....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, Amigos!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(este post tbm saiu no Looking for the Subject...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-8214498032174384827?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/8214498032174384827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=8214498032174384827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8214498032174384827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8214498032174384827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/05/rotina-semestral.html' title='Rotina Semestral'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-8424957595836080788</id><published>2009-04-19T13:43:00.003-03:00</published><updated>2009-04-19T14:05:32.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recomeços'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>Me senti velha.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Experiências novas e inusitadas nessa nova fase de Estágio no Hospital. Mais, muito mais, e melhor do que eu jamais esperei ou pude esperar. Recompensas por cada gota de suor e demonstração do meu interesse genuíno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sexta-feira última, executei tarefas e agi como uma verdadeira Assistente Social. Foi uma sensação incrível. Ter responsabilidades, ter de realmente assumir os riscos das decisões que se tomava. Assinar pelos acertos e erros cometidos. Wow. Eu só tenho a agradecer a Deus, a minha coordenadora de Graduação, a minha supervisora de Estágio, e minhas supervisoras de campo, que farão parte da minha história indefinidamente, pois tornaram minha profissão possível e talvez até amada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me senti mais velha acima de tudo quando, na ala da Ortopedia, encontrei um rapaz, nascido em 90, que havia sofrido um acidente de moto. Já imaginou? Falar de seguro DPVAT pra um rapaz mais novo que eu, e que não tinha a aparência jovem, e que não dirigia sem carteira... E que já tinha carteira assinada há mais de um ano... Senti que o tempo passou e eu não (vi)vi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho medo do futuro. Não mais. Mas mesmo assim, sinto que o meu correr com 3º ano pela metade, semestres lotados de créditos na facul, proficiência pra formar logo, perseguir e não conseguir estágios, tudo isso me fez passar pela adolescência sem vivê-la; sem curti-la... Onde será que ficou esse tempo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deus seja louvado por esse estágio, que abriu meus olhos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-8424957595836080788?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/8424957595836080788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=8424957595836080788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8424957595836080788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8424957595836080788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/04/me-senti-velha.html' title='Me senti velha.'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-8451231619743649278</id><published>2009-04-05T14:11:00.001-03:00</published><updated>2009-04-05T14:13:28.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recomeços'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>Estágio 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo semestre de estágio. Eu confesso que tive um certo desânimo. No semestre que terminou, prometi a mim mesma fazer em seis meses todas as obrigações de um estagiário por um ano. Prometi ter uma experiência incrível, aprender em cada segundo de observação ou execução; com cada palavra proferida ou cada decisão tomada.&lt;br /&gt;E assim se sucedeu. Eu saí do meu estágio 1 uma pessoa completamente diferente da que entrou. Decidida, determinada, mais completa, segura quanto às atribuições do curso, da carreira, do empreender diário do Serviço Social. Saí pronta.&lt;br /&gt;Por esse motivo, me desanimei com a idéia de voltar para o mesmo campo esse semestre. Acreditei que não haveria novos caminhos, novas experiências, novos lidares, não haveria o novo. Quis mudar – como uma colérica, que corre, e tropeça nos próprios pés – de campo, de orientação, de área, de supervisão, de experiência. Quis recomeçar.&lt;br /&gt;Não seria possível, e eu o sabia. Mudei, entretanto, de turno. Por várias razões: concentrei minhas aulas em dois dias e me dediquei ao estágio em seu turno mais movimentado.&lt;br /&gt;Qual a minha surpresa, entretanto. Meus esforços em correr atrás do tempo – e não do vento –, em tirar o máximo, esforçar ao máximo, crescer ao máximo, me concederam uma confiança da parte das minhas ‘chefas’ – minhas supervisoras de campo – que eu não esperava. Foi gratificante poder chegar ao campo, no estágio 2, e ter novas experiências.&lt;br /&gt;Minhas supervisoras decidiram me propor novas experiências e, considerando o fato de que eu já não sou nem de longe quem era, quando iniciei o primeiro estágio, posso dizer com segurança que vai ser – já está sendo – de grande valia o continuar no mesmo campo de estágio.&lt;br /&gt;E espero que você, leitor, acompanhe comigo meus empreendimentos esse semestre!&lt;br /&gt;Grande abraço&lt;br /&gt;Alice&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-8451231619743649278?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/8451231619743649278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=8451231619743649278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8451231619743649278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8451231619743649278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/04/estagio-2.html' title='Estágio 2'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-2844973405110439324</id><published>2009-03-28T18:51:00.000-03:00</published><updated>2009-03-30T15:53:30.632-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recomeços'/><title type='text'>O começo do semestre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cara, esse semestre eu estou ainda mais vagabunda do que nos semestres anteriores. Até hoje, não tirei Xerox de nenhum texto, e só fiz um exercício (e vou tirar 3 ss's e 1ms como sempre). Eu tinha até 23h55 pra entregar o exercício via Moodle (adoooooro o Moodle), entreguei às 22h15, depois da novela, sendo que peguei o texto pra ‘ler’ às 19h, e fiz o exercício enquanto assistia a final do Astros, que a Shirley Carvalho ganhou, e eu achei muito justo, e depois enquanto assistia a novela. Tava no MSN, também, mas não conversei com ninguém.&lt;br /&gt;Quando eu cansei de ler, fiz o exercício, que chamava fichamento, mas pra mim, o que a professora quer mesmo é uma resenha critica – eu nunca vi um fichamento em que a gente escreve as próprias considerações sobre o texto lido. Mas, o resultado final, pô, me deixou estarrecida. Ficou bom. Rsrsrsrsrs. (O post logo abaixo é o exercício que eu entreguei. Tipo, tem nele 35% do meu potencial...).&lt;br /&gt;Mas o semestre começou com o pé esquerdo. Já no primeiro dia de aula, I ‘had a row’ com uma professora; já faltei duas quintas feiras, ou seja, todas até agora, já larguei uma disciplina. Ainda não tenho a disciplina que substitui a que eu larguei, de 10-12h, e ainda não peguei ementa da disciplina de 12-14h.&lt;br /&gt;Bom, agora é esperar pra ver. Talvez seja um bom semestre, light, talvez não...&lt;br /&gt;Deixo aí o primeiro exercício do semestre.&lt;br /&gt;Au revoir!&lt;br /&gt;Alice&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-2844973405110439324?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/2844973405110439324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=2844973405110439324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/2844973405110439324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/2844973405110439324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/03/o-comeco-do-semestre.html' title='O começo do semestre'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-1079218589779395127</id><published>2009-03-28T15:49:00.000-03:00</published><updated>2009-03-30T15:51:36.790-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instituições'/><title type='text'>O primeiro exercício prático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;BAUMAN, Zigmunt. O mal-estar da pós-modernidade. São Paulo: Zahar, 1998. Capitulo 3. Os estranhos da era do consumo: do estado de bem-estar à prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante os últimos vinte e cinco anos, a população de encarcerados e de todos os que obtêm a sua subsistência da indústria carcerária – a polícia, os advogados, os fornecedores de equipamento carcerário – tem crescido constantemente. O mesmo ocorre com a população de ociosos – exonerados, abandonados, excluídos da vida econômica e social. (...) Conseqüentemente, como seria previsível, aumentou o sentimento popular de insegurança: (...)” (p. 49).&lt;br /&gt;O texto é um texto muito rico, fazendo um apanhado retrospectivo da situação do estado desde as circunstâncias que permitiam o Estado de bem-estar social, até hoje, quando isso não é mais viável. O texto fala de um tempo em que ‘estar empregado’ era a regra e ‘estar sem trabalho’ era transgredi-la. Os desempregados eram o ‘exército de reserva da mão-de-obra’. &lt;br /&gt;O estado de bem-estar social era um direito do cidadão, e não uma caridade. Como a circunstância de desemprego e cidadãos em situação de vulnerabilidade social não é mais exceção, mas quase a regra, fica difícil custear um estado que garanta bem-estar – “a ‘margem’ já não é marginal e o colapso das vantagens do capital ainda o faz parecer menos marginal – maior, mais inconveniente e embaraçoso – do que o é” (p. 51).&lt;br /&gt;O texto faz relações do concreto com o virtual, relações de como o capital e seu mundo chegaram a trocar a antiga circunstância de estar presos em edifícios, em lugares, e tornam o capital, sua indústria, o trabalho, e mesmo os trabalhadores, totalmente flexíveis. Não é mais preciso se deslocar para trabalhar, e o trabalhador tem uma falsa sensação de lucro com isso; o que não ocorre – não se deslocando, o capital ganha, além do lucro, além do seu sobre-trabalho, os direitos do trabalhador, e a ilusão de estar produzindo a ordem. Uma ordem nova, renovada, adaptada às novas condições impostas.&lt;br /&gt;Com o neo-liberalismo, a ordem está jogada à própria sorte. E como a ordem não se executa, mas é executada, necessariamente, a ordem se torna ‘precária’. Ainda dir-se-ia inexistente. “Os medos relacionados com a precariedade da ordem deixaram de se concentrar no Estado. [...] uma vez que nenhum órgão tangível e bem definido parece estar encarregado da ordem presente” (p. 53). &lt;br /&gt;Em compensação, o Estado vai muito além. Entrar no ‘jogo’ do neo-liberalismo é permitir que aquilo que não era marginal, se torne marginal, e passar para o mercado as responsabilidades, para os consumidores, para os cidadãos. “Se, atualmente, ouvimos dizer que nós, os ‘contribuintes’, ‘já não podemos mais custeá-lo’, isso significa apenas que o estado, a comunidade, já não considera conveniente subscrever os custos sociais e humanos da solvência econômica” (p. 52). Nas circunstâncias em que o Estado simplesmente não ‘lava as mãos’ neo-liberalisticamente, ele privatiza, terceiriza, repassa. Cria caminhos, intermeia.&lt;br /&gt; Fazer parte dos glorificados com um emprego, deixar de ser maioria e sair do Exercito Industrial de Reserva da mão-de-obra está se tornando circunstância para medidas radicais. “O auto-engrandecimento está tomando o lugar do aperfeiçoamento socialmente patrocinado e a auto-afirmação ocupa o lugar da responsabilidade coletiva pela exclusão de classe. Agora, são a sagacidade e a força muscular individual que devem ser estirados no esforço diário pela sobrevivência e aperfeiçoamento” (p.54).&lt;br /&gt;A idéia de lugar para todos, de manutenção da ordem social, e mesmo da previdência, e da assistência, dá lugar à eterna reciclagem e atualização, que dá lugar a novos cargos especializados e não-especializados, deixando um grande vão entre o alto executivo, e o pedreiro. (...) O progresso tecnológico e administrativo tecnológico e administrativo é avaliado pelo ‘emagrecimento’ da força de trabalho, fechamento das divisões e redução dos funcionários (p.50).&lt;br /&gt;Por isso, talvez, a ironia do autor do texto, quanto ao garantir e ficar satisfeito com o hoje, e garantir-se com cartões de crédito – “Seja grato pelo pão que come hoje e não cogite demasiado do futuro...” (p. 50) – ninguém está seguro em dias como esses, em que o neo-liberalismo ainda causa a crise econômica. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-1079218589779395127?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/1079218589779395127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=1079218589779395127&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/1079218589779395127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/1079218589779395127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/03/o-primeiro-exercicio-pratico.html' title='O primeiro exercício prático'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-5203596440738343984</id><published>2009-03-19T10:57:00.003-03:00</published><updated>2009-03-19T11:25:29.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><title type='text'>Confronto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sexto semestre, oitenta créditos left. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na necessidade de cursar muitos créditos agora, pra formar em oito semestres, me matriculei em coisas que sabia que não conseguiria agüentar. Se tivesse só os vinte e seis créditos, dentre eles o Estágio Supervisionado, eu dava conta mas, como inquilina da casa dos meus pais, eu tenho algumas responsabilidades. Preciso conciliar meus vinte e seis créditos – muito teóricos, e com professores que adoram passar trabalhos em grupo e provas de consulta, pra não ter muito trabalho nas correções, mas causam certo tumulto no decorrer das disciplinas –, com o meu auxilio a meus pais, principalmente a minha mãe, a quem ajudo organizando papéis, essas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Ainda dou aula na Escola Dominical pra adolescentes. Isso já é fora do espaço possível que tenho pra desempenhar minhas funções então, inevitavelmente, eles ficam meio abandonados. Ainda pensei em talvez arrumar o namorado. Não um, mas O. Deixei pra lá, procurar o namorado envolve tempo, e eu tô consideravelmente sem tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda preciso fazer exercícios físicos que funcionem – fiz exercícios nas férias, mas não perdi gordura, só ganhei massa, em função do não-controlar do ritmo cardíaco; então precisei mudar de academia, mas até hoje, desde que arranquei os sisos, ainda não voltei, então estou tendo um troço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acabei descobrindo que, um dos jeitos de resolver meu semestre – e talvez atrasar meu curso – é trocar uma das minhas disciplinas super teóricas por outra mais prática  (mas estarei trocando uma disciplina obrigatória por uma optativa, preciso cursar optativas, mas aí vou continuar devendo essa obrigatória) e trancar uma outra obrigatória que eu havia pegado fora do meu Departamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, eu fico com 22 créditos, dos quais, 14 são Estágio, 4, uma disciplina obrigatória, 4 uma optativa. Eu só vou à UnB às terças e quintas, segundas, quartas e sextas eu vou pro estágio.&lt;br /&gt;E assim, eu acho que será possível cumprir com as minhas responsabilidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E descansar em Deus, em relação aos outros semestres; talvez no sétimo e no oitavo, as disciplinas que eu estou devendo se encaixem perfeitamente, e eu ainda consiga formar em oito semestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever ajuda a acalmar a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-5203596440738343984?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/5203596440738343984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=5203596440738343984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5203596440738343984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5203596440738343984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/03/confronto.html' title='Confronto'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-5362459658162086385</id><published>2009-03-03T19:34:00.002-03:00</published><updated>2009-03-03T19:39:10.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verão'/><title type='text'>Chega de férias</title><content type='html'>Eu estou trabalhando muito, mas queria fazer um apanhado de textos e coisas legais que foram fruto da disciplina do verão. Eu criei até uma teoria sobre o fato de a sigla da disciplina ser TAPS, mas minha mãe não deixou que eu colocasse aqui (ela achou muito perverso da minha parte....).&lt;br /&gt;Bom, esse final de semana, tem matrícula, na outra semana, reunião de estágio, e na outra, aulas. Eu não sinto uma gota de vontade de assistir aula, de ver professores, nem meus colegas (eles são muito pegajosos no começo e no final do semestre, mas em outras epocas, são como eu em todas as épocas); mas eu tenho muita saudade da UnB. Muita. Morro de vontade de ir pra UnB pra matar aula, pra não anotar nada, pra não ler nada, pra me divertir, pra curtir um tempo legal no melhor prédio, com a melhor estrutura já pensada e mais sem janelas que eu conheço. O Minhocão.&lt;br /&gt;Beijos beijos&lt;br /&gt;Confira novos textos&lt;br /&gt;Alice&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-5362459658162086385?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/5362459658162086385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=5362459658162086385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5362459658162086385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5362459658162086385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/03/chega-de-ferias.html' title='Chega de férias'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-8696756475556896125</id><published>2009-01-22T10:53:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T10:57:40.501-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>O Estágio dos meus sonhos</title><content type='html'>Quanto mais descubro coisas sobre essa vaga de estágio, mais a desejo. É um trabalho no campo de Serviço Social que é diferente de tudo que eu conheço e já vivenciei. É pra trabalhar na ouvidoria de um hospital (particular). Meu estagio curricular foi num hospital público, então, talvez por isso eu ainda continue na seleção. Ontem teve uma prova, uma redação e um psicotécnico. Sem brincadeira: desceu algum espírito do bem em mim naquela hora, porque eu nunca tinha feito desenhos tão bons, e eu lembrei de vestir as pessoas, por cabelo, colocar chão na árvore e tals. Acho que tenho uma chance. São duas vagas; sou capacitada e faço federal (isso tem de valer alguma coisa). Sexta sai o resultado dos aprovados para a próxima fase. Ah, são nove concorrentes para duas vagas. &lt;br /&gt;QUem sabe???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-8696756475556896125?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/8696756475556896125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=8696756475556896125&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8696756475556896125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8696756475556896125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/01/o-estgio-dos-meus-sonhos.html' title='O Estágio dos meus sonhos'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-1959214880907666767</id><published>2009-01-18T20:38:00.003-02:00</published><updated>2009-01-22T10:53:13.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='possiblidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>Vai que é?</title><content type='html'>Apareceu uma oportunidade de estágio. Pra trabalhar seis horas. Baixa concorrência UnBística, isso significa. Num hospital, o que me dá alguma chance. &lt;br /&gt;Não sei. &lt;br /&gt;Não tenho grandes esperanças (mas já planejei gastar cada centavo do salário dos seis primeiros meses....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede a Deus pra me dar a vaga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-1959214880907666767?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/1959214880907666767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=1959214880907666767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/1959214880907666767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/1959214880907666767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/01/vai-que.html' title='Vai que é?'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-6969659395811665465</id><published>2009-01-15T12:53:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T12:57:41.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verão'/><title type='text'>E a volta às aulas....</title><content type='html'>Comecei uma disciplina no Curso de Verão (na verdade, eu comecei duas, mas a outra era muuuito complicada aí eu larguei). Bom, essa que eu ainda estou cursando chama Tópicos Avançados em Promoção da Saúde 1 (TAPS,para os íntimos). Ela é semi-presencial. Então, a primeira tarefa (tirando umas duns animais lá) foi a seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base em suas vivências e experiências cotidianas, pessoais, profissionais, o que você traz para promover a saúde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promoção da Saúde através do Serviço Social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço estágio em um hospital Regional, no núcleo de Serviço Social. O trabalho desse núcleo é basicamente procurar garantir os direitos sociais dos usuários de serviços de saúde, permitindo que o tratamento de saúde ocorra, e as esferas de sua vida não interfiram negativamente em seu processo de cura (previdência, moradia, trabalho). &lt;br /&gt;Acredito que o trabalho do Serviço Social no hospital é promover a saúde: é a busca da possibilidade de se ter saúde física e de mantê-la após a alta hospitalar – ter condições salubres de moradia, acesso a assistência social, dispor de auxilio doença, do Benefício da Prestação Continuada, ou do Seguro DPVAT, para acidentes de trânsito. &lt;br /&gt;Promover a saúde incluiria todas as formas de prevenção e proteção à saúde, garantidas e efetuadas por todos os profissionais de saúde, partindo desde o ambiente comunitário do usuário dos serviços de saúde, como a vigilância sanitária, até os que trabalham dentro dos hospitais, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, e muitos, muitos outros. &lt;br /&gt;Assim, acredito que as minhas experiências no campo da promoção da saúde estão concomitantes com a profilaxia, desenvolvida pelos Centros de Saúde, e com recuperação e proteção, desenvolvidas por Centros de Saúde e hospitais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Au Revoir!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-6969659395811665465?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/6969659395811665465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=6969659395811665465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6969659395811665465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6969659395811665465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/01/e-volta-s-aulas.html' title='E a volta às aulas....'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-6960915294769692595</id><published>2009-01-09T11:17:00.003-02:00</published><updated>2009-01-09T11:19:41.027-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Verão'/><title type='text'>E começa tudo de novo</title><content type='html'>Nessa próxima semana começa o Curso de Verão; vou cursar minha primeira matéria na área da Saúde. Dependendo disso, faço mais duas no próximo semestre. Já que não dá pra conhecer todas as áreas do Serviço Social, que ao menos eu conheça uma a fundo. &lt;br /&gt;Bom,dou notícias em breve. &lt;br /&gt;Alice&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-6960915294769692595?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/6960915294769692595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=6960915294769692595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6960915294769692595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6960915294769692595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2009/01/e-comea-tudo-de-novo.html' title='E começa tudo de novo'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-4456991823008131344</id><published>2008-12-17T10:34:00.001-02:00</published><updated>2008-12-17T11:17:22.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seguridade Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><title type='text'>Experiência de Campo no Meu Estágio</title><content type='html'>Abaixo, listo uma pequena parcela da experiência de campo que pude ter em meu primeiro semestre de estágio, sem expor os usuários e sem julgá-los (....). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experiência de Estágio com cinco Assistentes Sociais do Hospital, passando por várias Clínicas da Internação, Pronto-Socorro, Ambulatório, Hemodiálise e atendimento na Chefia de Serviço Social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação na orientação trabalhista, previdenciária e assistencial das Assistentes Sociais na Clínica Médica, Ortopedia, Cirurgia, Cardiologia, Pediatria e Maternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acolhimento e entrevista social realizada com usuários do Hospital que procuraram o Serviço Social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento da abordagem da Assistente Social a pessoas sem vínculo com o INSS, moradores de rua, pessoas sem documentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitas domiciliares com a Assistente Social que trabalha na Nefrologia, a fim de identificar possíveis usuários do transporte que o SUS oferece, para levá-los até o lugar onde fazem hemodiálise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendimento supervisionado no Pronto-Socorro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento das orientações dadas pela Assistentes Sociais às puérperas, de como elas devem proceder em função da saúde do bebê e da delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de atendimento na UTI neo-natal e adulto. &lt;br /&gt;Orientação supervisionada sobre o alvo de atendimento do Serviço Social dentro do Hospital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento da seleção de usuários e entrega do Suprimento de Fundos, juntamente com as devidas orientações específicas para cada caso, pela Assistente Social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de investigação sobre denúncia de suspeita de violência por parte dos acompanhantes de uma senhora idosa internada no Pronto-Socorro, e da &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientação supervisionada sobre como proceder para receber o atendimento médico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento dos procedimentos de alta hospitalar social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repasse de auxílio financeiro a paciente da Ortopedia que precisaria de fisioterapia após tratamento em internação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulta a convocações das Assistentes Sociais para audiências na VIJ (sobre casos de abuso ou violência). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista Social e orientação supervisionadas a jovem menor de idade com sua filha de um ano moradoras de um albergue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista Social e orientação supervisionadas a adolescente internada com diabetes mellitus, com recorrentes internações e histórico familiar de situação de risco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientação supervisionada quanto ao Benefício da Prestação Continuada e acompanhamento da orientação previdenciária de trabalhador rural, internado na Clínica Médica. Morador de área rural na Bahia, veio ao DF para realizar tratamento renal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repasse de Suprimento de Fundos para compra de remédio, que o SUS oferece, mas estava indisponível nas farmácias, para paciente renal agudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de procedimentos para transferência de paciente que precisava de transplante de pulmão, que só é realizado no Rio Grande do Sul, por transporte aéreo de emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientação supervisionada a pai de bebê cuja mãe morreu no parto. O pai da criança tinha dúvidas quanto a seu direito à guarda, e sobre quais os poderes da família da mãe do bebê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de atendimento a senhor morador de rua que não permitiu que médicos e enfermeiras o tratassem, no Pronto-Socorro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de atendimento a alcoolista que vinha sendo atendido pelo Serviço Social do Hospital havia anos. Internações recorrentes, em função do desgaste do álcool no organismo. Faleceu no Pronto-Socorro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de atendimento a paciente diabético, internado na Cirurgia (perdeu o pé devido à diabetes); estava muito desorientado. O Serviço Social fez a busca pela sua família ou acompanhante que viesse buscá-lo no Hospital no dia da alta hospitalar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento de atendimento a mãe de criança de quatro meses que faleceu após cinco dias de internação. A mãe estava transtornada, decidida a processar o hospital e o médico. O médico da criança informou que esta já havia chegado ao hospital em situação de desnutrição e desidratação. A Assistente Social então orienta o médico sobre como proceder nesses casos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendimento supervisionado a senhora que procurou o Serviço Social na internação a fim de receber atendimento médico. Foi orientada a procurar o Pronto-Socorro e a permanecer até ser atendida. A senhora então pediu auxílio para transporte, e fraldas para uma hemorragia que tinha. Entretanto, ela foi informada de não ser contemplada pelo público-alvo do Serviço Social dentro do hospital. Seria necessário que ela fosse atendida no Pronto-Socorro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamento da abordagem da Assistente Social a pessoas que estavam sem o contato ou o acompanhamento da família, em situação de abandono ou ainda perdidos, que não tem as informações de endereço e telefone para se deslocarem para a residência após a alta hospitalar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de literatura que institui o SUS, que organiza a Saúde e que planeja ou interfere no Serviço Social da rede hospitalar e direitos sociais, recomendadas pelas assistentes sociais (presentes na Bibliografia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realização de vários Estudos de Caso, com o fim de maximizar o aprendizado no estágio, analisando, através de uma perspectiva crítica do Serviço Social, com um caráter experimental e instrumental. Esses Estudos de Caso não foram disponibilizados no relatório por um não-alcance dos objetivos propostos com eles, por falta de experiência na área de Pesquisa Social e por uma dificuldade de acesso a qualquer documentação dentro do hospital, como o prontuário dos pacientes, por exemplo. Talvez, no relatório do próximo semestre eu venha a apresentar Estudos de Caso bem elaborados e instrumentalizados sobre minha experiência de estágio no HRT.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-4456991823008131344?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/4456991823008131344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=4456991823008131344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/4456991823008131344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/4456991823008131344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/12/experincia-de-campo-no-meu-estgio.html' title='Experiência de Campo no Meu Estágio'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-5246216856420050750</id><published>2008-10-20T12:09:00.003-02:00</published><updated>2008-10-20T12:12:49.911-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seguridade Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planejamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política Habitacional'/><title type='text'>Resenha Crítica - Planejamento Zero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;Gente demais, terra de menos. Plano nenhum. Esse é o título da reportagem que fala sobre o crescimento demográfico no Distrito Federal e, conseqüentemente, as invasões daqueles que chegam ao DF na expectativa de um emprego, melhoria de vida, ganhando um lote do governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; A possibilidade do lote faz com que as invasões sejam uma Questão Social mais específica dentro da questão moradia, no Distrito Federal. A reportagem fala que a cada seis horas um novo grupo de pessoas tenta se estabelecer em terras públicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos problemas mais sérios é quando as invasões são legalizadas. Os moradores passam a viver em condições subumanas, sem esgoto ou asfalto, em vezes, nem luz elétrica, só em função de chamar de seu aquele cantinho construído sem autorização, mas ganhado do governo com muito suor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As invasões no DF não são um fenômeno tão recente; desde 1960, começa a migração em função da promessa de emprego para construir a capital, e os migrantes nunca pararam de chegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, na década de 90, com a política dos pobres, houve uma intensificação dessa migração em função da possibilidade de realizar o sonho da casa própria. O governador Roriz, mestre e doutor em assistencialismo (títulos concedidos por mim), além da distribuição de lotes em terreno público, criou uma falsa sensação nos menos assistidos de estarem sendo assistidos, dado aos programas assistencialista que criou e manteve enquanto esteve no poder, criando no povo vínculo e sensação de necessidade desses programas que mais atrapalharam do que ajudaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como é o caso da distribuição de lotes. Ainda em função da falsa idéia de conseguir uma casa própria, as pessoas continuam vindo para o DF em busca de melhorias, e não as encontram. Os terrenos públicos, abarrotados de invasões legalizadas, acabam por receber diariamente novas invasões, que fizeram com que o DF aumentasse sua área urbana ocupada em 132% em 22 anos. Nesse tempo, 37 mil hectares de terra foram transformados em novas cidades ou condomínios irregulares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nesses mesmos 22 anos, não houve uma expansão na infra-estrutura dessas localidades. Não há água encanada, esgoto, coleta de lixo, iluminação, escola, saúde, não há postos policiais. 25% de toda a população moradora do DF vive em assentamentos ilegais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O caos já não toma conta somente do Distrito Federal; ele ultrapassa fronteiras, chegando ao chamado Entorno – cujo nome é ambíguo: pode-se relacionar com os derredores do DF, mas também pode se imaginar leite fervendo em uma panela, entornando ao redor de toda a panela. Enquanto a panela não pára de receber calor, o leite continua se expandindo em espaço ocupado e o Entorno não acaba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para que o DF começasse a se reestruturar, seria necessário conter as invasões de dentro pra fora, do DF para o Entorno. O problema maior é que as ações governamentais têm sido somente emergenciais, dado que o problema é tão grande e complexo que o GDF só consegue aliviá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há também toda a politicagem envolvendo as imagens dos dois governadores, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Roriz agradava a população mais pobre, garantindo sua reeleição junto à pobreza, graças ao seu assistencialismo. Entretanto, perdia prestígio com as classes média e alta, e largava o problema da superpopulação no quadradinho para aquele que o sucedesse por quatro anos – dado que, Roriz, como coronel da região, se elege duas vezes e sai uma para descansar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, aquele que o sucedeu enganou bem. Fez uma campanha com as massas, com a classe média e com a classe alta, conseguindo se eleger. Prometeu legalizar lotes e acampamentos já existentes, reformar a Rodoviária do Plano Piloto (até agora não vi nada), e mexer na fiscalização eletrônica de trânsito – em respeito ao cidadão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe o que aconteceu. Estamos aqui, na mesma rodoviária, num trânsito muito pior, sem vans, e sem ônibus, indo pro Setor Habitacional Pôr-do-Sol andando na terra. Mas as coisas estão chegando. Do Buriti até o PSul, demora só 4 anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aí, pra não desagradar mais a classe média – que é a massa que sustenta o país–, pára-se de leve com o assistencialismo, pensa-se no planejamento, em conter as invasões, e o crescimento demográfico, pensa-se em renovar a Política Habitacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ver-se-á se não se fica tudo no pensamento, se Arruda inicia (a essa altura do campeonato) uma nova política que se aplique ao seu mandato, planeje estrategicamente, a fim procurar uma solução para um problema já presente no surgimento da capital do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-5246216856420050750?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/5246216856420050750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=5246216856420050750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5246216856420050750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/5246216856420050750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/10/resenha-crtica-planejamento-zero.html' title='Resenha Crítica - Planejamento Zero'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-2825097828874224529</id><published>2008-10-18T15:48:00.002-03:00</published><updated>2008-10-18T15:51:25.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seguridade Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saúde'/><title type='text'>Saúde e Não-Saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Era a Primeira República no Brasil quando a saúde começou a ser vista como um fator coletivo de preocupação. Passou-se a se perceber que não seria suficiente apenas cuidar da saúde individualmente – produzindo a saúde como um bem público através de iniciativa individual (pequena, restrita) –, ou com uma abordagem familiar apenas, restringindo o acesso à saúde àquelas famílias com posses. Pois percebeu-se que uma comunidade sem saúde seria uma comunidade que infectaria as comunidades saudáveis ao redor, caso houvesse uma epidemia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Então passa-se a produzir saúde coletivamente; aqueles que precisam de manter a própria saúde estão presos em um elo de interdependência – uma percepção das externalidades correlacionadas – com os que não têm saúde. Não se pode produzir apenas a própria saúde; a não-saúde do outro é a minha conseqüente não-saúde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Desse modo, como a não-saúde do outro é a minha não-saúde, e eu quero a minha saúde, mas não necessariamente a do outro, permitiu-se pensar que se podia intervir de forma aleatória, total ou parcial, a fim de que a minha saúde fosse garantida – produzir a saúde como bem público através de iniciativa nacional. Com o movimento sanitário, a tentativa de prevenir e curar, e limpar a saúde pobre das pessoas, através da força e da obrigatoriedade de se vacinar, em função da saúde de outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Essa força e essa obrigatoriedade são exercidas pelo Estado, que representa o poder central de uma sociedade. É legitimado por essa mesma sociedade através de seu poder; o seu poder é legitimado pela coerção, que garante que o poder e a ordem sejam mantidos; a coerção é legitimada pelas políticas públicas, pois através delas, o Estado “garante” as necessidades básicas da sociedade como um todo, seja por suas garantias, promessas, ou por ser ele mesmo uma ditadura do poder sobre os que possuem e não possuem saúde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;As características do Estado são: Territorialidade, Coercitividade, Capilaridade.&lt;br /&gt;O Estado representa o poder central territorial, exercendo seu poder acima de comunidades e iniciativas coletivas locais; é o centro da hierarquia, e centraliza o poder e as decisões finais em suas mãos. As iniciativas locais dependem da permissão do Estado para ter representatividade.&lt;br /&gt;O Estado representa o poder coercitivo, exercendo-o intervindo nas externalidades da produção do bem publico saúde, de modo publico ou privado – entendendo-se privado tudo que não e público, filantrópico, caridoso, eclesiástico, etc. O Estado é coercitivo já que não há poder igual ou superior ao dele, em quantidade ou qualidade; o poder que o Estado tem ultrapassa todas as barreiras institucionais, é o único poder mais valioso e poderoso que religião, por exemplo, dado à sua coerção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;O Estado exerce também seu poder através da capilaridade; possui hierarquia e acesso a todos os níveis hierárquicos, a fim de atingir os seus objetivos políticos de atuação nas externalidades, através das políticas públicas, que são a intervenção direta em externalidades. O Estado cria políticas públicas em função das externalidades surgidas em função da interdependência humana social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;O Estado representa um arranjo, a sua própria organização e modo de lidar com a produção do bem público; e, há momentos em que a decisão por um arranjo entra em conflito com outros arranjos, principalmente na esfera da saúde, onde há o conflito entre saúde pública e saúde privada. Esse mesmo Estado se organiza e reorganiza, e em sociedade, cria arranjos e rearranjos, através dos quais criará modos de agir sobre as externalidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;A produção do bem público só se dá quando o instrumento conceitual interdependência de indivíduos se configura. Somente através de interdependência há uma “coletivização da responsabilidade com um bem público” – saúde, educação, transporte, outros. Posterior à fase da coletivização, há a estatização, quando o bem público é produzido já não como um bem coletivo, mas como responsabilidade do Estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Passa a ser responsabilidade de o Estado garantir o bem público saúde a todos. Entretanto, com o Estado garantindo um bem público, hegemonicamente, o poder de escolha fica restrito, pois a garantia oferecida pelo Estado, e somente pelo Estado é a minha única opção. No Brasil, não é assim, na realidade, o Brasil é contraditório: só usa o SUS quem não pode pagar um Seguro de Saúde, e os funcionários do Governo tem o próprio convênio, descontado em folha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Isso é um modo de o Estado não assumir a responsabilidade sobre a saúde – desproduzir o que foi produzido como bem público. Assim, há uma gestão compartilhada, o Estado e a sociedade. A sociedade faz a sua parte, o Estado faz a dele, e todos participam. O Estado convence a sociedade de sua responsabilidade quando aos serviços de saúde à sociedade, enquanto falha em suas obrigações como gestor magnânimo de políticas públicas para sanar os problemas da sociedade. Assim, os que têm saúde não se podem abster de cuidar dos que não a tem, pois o provedor maior da saúde, quando tiver de cuidar de todos, entrará em colapso. De modo que, os com saúde e os sem saúde serão tratados de igual modo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-2825097828874224529?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/2825097828874224529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=2825097828874224529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/2825097828874224529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/2825097828874224529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/10/sade-e-no-sade.html' title='Saúde e Não-Saúde'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-872633950448260126</id><published>2008-09-04T20:15:00.002-03:00</published><updated>2008-09-04T20:18:51.502-03:00</updated><title type='text'>Saúde - Seguridade Social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;A Saúde deve ser compreendida como produto sócio-cultural. Para tanto, é necessário compreender, previamente, em nossa cultura, ou em nossa sociedade, o que chamamos de Saúde e de cultura em sociedade.&lt;br /&gt;A Saúde é garantida na Constituição Federal, no Artigo 196, como&lt;br /&gt;direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.&lt;br /&gt;Art. 196 – Constituição Federal de 1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também definida, no Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, do Ministério da Saúde, como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”.&lt;br /&gt;Geertz afirma que&lt;br /&gt;a cultura é melhor vista não como complexos de padrões concretos de comportamento – costumes, usos, tradições, feixes de hábitos –, como tem sido o caso até agora, mas como um conjunto de mecanismos de controle – planos, receitas, regras, instruções (o que os engenheiros de computação chamam ‘programas’) – para governar o comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dessas definições, pode-se comentar a relação da cultura com a Saúde. Cada grupo de indivíduos com certo padrão de convivência forma uma sociedade. Cada sociedade tem sua própria cultura – seu próprio lidar diário, suas próprias relações de poder e mecanismos de controle.&lt;br /&gt;Trabalhar a idéia de Saúde em outras sociedades faz-se necessário, considerando que cada sociedade, e conseqüentemente, cada cultura, tem sua própria definição de Saúde. Onde, na sociedade ocidental, brasileira, encontra-se um conceito de Saúde que visa trabalhar o indivíduo como um todo, física e psicossocialmente, pode-se encontrar outras sociedades que não valorizem o corpo físico, mas somente a Saúde espiritual; ou procedam em práticas, para os ocidentais, inaceitáveis e repugnantes.&lt;br /&gt;Cada cultura terá seus próprios métodos de determinar o que é a doença, ou que não deveria estar no corpo. Cada cultura terá seu próprio conceito de Saúde, e seu próprio método para alcançá-la. Costa, em um comentário sobre o livro de Roque de Barros Laraia, afirma que “cultura também é capaz de provocar curas de doenças reais ou imaginárias. Essas curas ocorrem quando existe a fé do doente na eficácia do remédio ou no poder dos agentes culturais”.&lt;br /&gt;O procedimento da Saúde é uma relação de poder; o dominador do saber de cura – o bio-poder – controla o conhecimento da cura, e o fornece sob custos, ou escolha daqueles que poderão tem acesso a ela.&lt;br /&gt;A cura, através de curandeiros, ou médicos, é efetuada como uma (outra) forma de controle do indivíduo: através de procedimentos diversos, ensina-se ao indivíduo como proceder ao auto-controle. Um método discreto e eficaz, através do qual o usuário de serviços de Saúde se torna o paciente, por sofrerem a ação. E os profissionais de Saúde, devidamente hierarquizados e colocados em seus lugares, os agentes.&lt;br /&gt;O poder se dá de forma muito sutil, sorrateiro. Não age mediante repressão e ideologia. O poder conquista espaço, é aceito; se relaciona com disciplina, a forma como são executadas as coisas, e não necessariamente como. Só há poder onde há saber; o conhecimento permite a conquista do poder: o conquistado possui menos saber científico que o conquistador.&lt;br /&gt;O poder na Saúde não se dá de forma diferente. Ele age sorrateiramente, fazendo com que as pessoas acreditem terem culpa pelo próprio mal, e acreditam que devem elas mesmas garantir que a cura que o médico-curandeiro prescreveu deve ser devidamente manipulada. A dor, como relação subjetiva entre agente e paciente, é o ponto principal da conquista do poder pela Saúde. Nos agentes do poder da Saúde há o controle, controle da vida e da morte, controle da escolha, controle da dominação.&lt;br /&gt;Nos hospitais do SUS, um parente do doente é praticamente obrigado a permanecer com ele, para que a cura aconteça. O processo de poder se desenvolve através do auto-controle, de forma tão arraigada no lidar diário, que a relação doença x cura, quando se pensa instantaneamente nela, passa necessariamente por um profissional da Saúde.&lt;br /&gt;O poder conquista sorrateiramente e se enraíza nos valores mais prezados pelos conquistados. Já não há idéias contrárias quando se fala de falsidade e verdade. Ambas são manipuladas e manipuláveis. O que é a verdade hoje é falsidade ontem e amanhã. Numa relação dialética, verdade e falsidade, numa tentativa de encontrar pontos de divergência, acabariam por se anular. Uma com o conceito do positivo, outra com o conceito do negativo, mas ambas partindo do ponto em que nenhuma existe com propriedade suficiente para desafirmar a outra.&lt;br /&gt;O Serviço Social, como um profissional da Saúde, e portanto, agente do poder da Saúde, tem o controle sobre vida e morte. E é instrumento (agente) do Estado, para garantir que aqueles que escapolem do controle e do auto-controle não se rebelem e acabem por contaminar os que não se rebelam. Em compensação, como próprio agente de Poder do Estado, o Serviço Social tem a possibilidade da escolha, escolher o não-controle, a não-repressão, a não-ideologia. O Serviço Social pode garantir, além dos direitos sociais básicos, o direito mor, o direito à informação, ao conhecimento, através dos quais, os que não se rebelam, terão forças e armas para a rebeldia contra o controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, Gisele Passos. Cultura: um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia. Disponível em: http://www.uniube.br/propep/mestrado/revista/vol03/09/gisele.htm. Acesso em ago 08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 7. ed. Rio de Janeiro: Graal Editora, 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEERTZ, C. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. In: A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS, Izis M. L. dos. Introdução (ou como Antropologia, Saúde e Política se encontram). In: Entre a Universalidade e a particularidade: desafios à consolidação do direito à saúde de transexuais. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Departamento de Antropologia. Brasília: UnB, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil. Constituição Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.&lt;br /&gt;htm. 1988. Acesso em ago 08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/ arquivos/pdf/Folder%20Plano%20Nacional.pdf. Acesso em ago 08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seminário da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa Região Sul. Auditoria em Saúde. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/apresentacao_sem_sgep_riani_regiao_sul _2008.pdf. Acesso em ago 08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartilha dos direitos dos usuários da saúde. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/ pdf/cartilha_ integra_direitos_2006.pdf. Acesso em ago 08.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-872633950448260126?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/872633950448260126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=872633950448260126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/872633950448260126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/872633950448260126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/09/sade-seguridade-social.html' title='Saúde - Seguridade Social'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-3952484743478406812</id><published>2008-06-07T13:20:00.005-03:00</published><updated>2008-06-08T09:15:22.308-03:00</updated><title type='text'>Ma redaction en Français</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;LE RENCONTRE DE DEUX PERSONNES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;O ENCONTRO DE DUAS PESSOAS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;(A tradução se refere ao que eu quis dizer, e não ao que eu disse propriamente... Perdoe-me pela simplicidade (infantilidade) das idéias, isso acontece porque minha desenvoltura na língua (francesa) ainda está em desenvolvimento). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ffff00;"&gt;Le personne se sente seul, il veut quelqu’un serieux, quelqu’un qui peut le completer. L’amour n’est pas une chose que tous les personnes cherchent: l’amour c’est intéressant seulement pour un peu du peuple; les personnes que sont sentimentaux, que sont attachants, que veulent avoir un engagement avec quelqu’un. Parce que l’amour c’est seulement pour les personnes que sont prêt à prendre le risque du amour.&lt;br /&gt;A pessoa se sente sozinha, ela quer alguém sério, alguém que pode completá-lo. O amor não é algo que todas as pessoas procuram: o amor é interessante apenas para algumas pessoas; as pessoas que são sentimentais, que são carinhosas, que querem ter um compromisso com alguém. Porque o amor é só para as pessoas que estão dispostas a assumir o risco do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L’amour exige courir les risques, mais le récompense c’est un personne tombé de amoureux pour l’autre. Quand on a l’intention de aimer, on ouvre le coeur pour l’entrée du amour. Il y a des personnes qui parle que l’amour entre, seulement, on n’ouvre pas le coeur pour lui. Ce n’est pas necessaire que on veut être passionné pour l’entrée de lui. Pour l’amour être libre pour faire sa maison dans un coeur, il y a le besoin de que on ouvre le coeur, la tête, les yeux, pour voir l’amour quand il est venu. L’amour c’est quand deux personnes sont ensemble et ne veulent pas rester sans l’autre personne, et faire tous les choses qui peut pour conserver l’autre avec lui.&lt;br /&gt;O amor exige correr riscos, mas a recompensa é uma pessoa que ama de verdade a outra. Quando se tem a intenção de amar, abre-se o coração para a entrada do amor. Há pessoas que falam que o amor entra, por si só, não se abre o coração para ele. Não é necessário que você queira estar apaixonado para sua entrada. Para o amor estar livre para fazer sua casa em um coração, há a necessidade de que se abra o coração, a mente, os olhos, para ver amor quando ele veio. Amor é quando duas pessoas estão juntas, e não querem ficar sem a outra pessoa, e fazem todas as coisas que podem para manter o outro com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quand deux personnes ont besoin de être avec quelqu’un important por eux, il y a un effort de rencontrer les ressemblances, les choses que les sont communes, pour faire un mélange de expériences. Quand on connaît un personne, on investit dans un relation avec le temps, le chaleur, les embrasses, et baisers, mais, quand on regarde mieux, on voit que le personne qui était très belle, merveilleuse, n’est pas plus comme ça... De nouveau, on comprend que esperait le plus qu’il n’est pas capable de donner. Quand même, on sait que on apprend beaucoup quand on est avec quelqu’un ; plus que, si on était seul, pendant le même temps. On peut comprendre ça quand on regarde soi-même au quelle temps, avant le copain, e maintenant, après le fin du amour.&lt;br /&gt;Quando duas pessoas precisam de alguém importante para eles, há um esforço para encontrar semelhanças, coisas que são comuns, para fazer uma mistura de experiências. Quando se conhece uma pessoa, se investe em um relacionamento com tempo, calor, beijos e abraços, mas quando se olha melhor, vê-se que, a pessoa que era muito linda, maravilhosa, não é mais assim... Outra vez, percebe-se que se esperava um tanto que ela não é capaz de dar. Ainda assim, sabe-se que muito se aprende quando se está com alguém, mais do que se se estivesse sozinho durante o mesmo tempo. Pode-se compreender isso quando se olha para si mesmo, naquele tempo, antes do companheiro, e agora, após o fim do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais, si l’amour commence avec des sourires, pourquoi il finit avec des larmes ? Pourquoi l’autre perd son charme, sa beauté? On ne sait pas. Relations sont toujours compliqués. On pense que l’amour n’est pas capable de être fini. Quand le personne aimé n’est pas plus aimé, c’est pourquoi tout que les deux ont senti était seulement amusement, ou passion, quelque fois. Être passionné c’est beau aussi : on sente comme si on a eté en train de voler. Mais la passion c’est seulement pour jours, semaines, mois, quand l’amour qui est vrai c’est pour toute la vie.&lt;br /&gt;Mas se amor começa com sorrisos, por que ele termina com lágrimas? Por que o outro perde o seu encanto, sua beleza? Não se sabe. As relações são sempre complicadas. Acredita-se que o amor não pode ser findo. Quando a pessoa amada não é mais amada, é porque tudo que os dois sentiram foi somente diversão, ou paixão, às vezes. Estar apaixonado é bonito também: as pessoas se sentem como se estivessem voando. Mas a paixão é apenas para dias, semanas, meses, quando o amor de verdade é para toda a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-3952484743478406812?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/3952484743478406812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=3952484743478406812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/3952484743478406812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/3952484743478406812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/06/ma-redaction-en-franais.html' title='Ma redaction en Français'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-8850125780604116686</id><published>2008-06-07T13:14:00.003-03:00</published><updated>2008-06-07T13:29:51.255-03:00</updated><title type='text'>Prioridade x Importância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;“O SUS tem &lt;strong&gt;prioridades&lt;/strong&gt;, mas que não são as &lt;strong&gt;nossas&lt;/strong&gt;, e não deveria ter prioridade &lt;strong&gt;alguma&lt;/strong&gt;. A minha saúde, o meu &lt;strong&gt;bem&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt;estar&lt;/strong&gt; físico e mental têm de ser tão &lt;strong&gt;importante&lt;/strong&gt; quanto uma cirurgia de coração”. Andrea Stefanie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para argumentar sobre a afirmação de Andrea Stefanie, gostaria de iniciar com uma afirmação de Maria Lúcia S. Barroco, teórica de Ética em Serviço Social:&lt;br /&gt;"as determinações que incidem sobre a eleição de determinados valores morais só podem ser entendidas na totalidade social(...). São os homens que criam as normas e valores, mas, nas sociedades de classes, as relações sociais por eles estabelecidas são movidas por necessidades e interesses contraditórios, donde a impossibilidade de existirem valores absolutos ou uma concepção de bem que corresponda ao interesse e necessidade de todos" (1999, p. 123). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O fato de o SUS ter prioridades em salvar vidas, ter prioridades quanto ao atendimento de uma pessoa em detrimento de outra, não significa que a outra não tenha importância. É apenas resultado de um sistema falho, que não consegue sanar as prioridades de todos, passando os atendimentos e os atendidos por uma “peneira”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O fato de o SUS ter prioridades gerais, para o publico usuário em geral, não implica em a prioridade individual perder a sua importância. É necessário que se pense no todo, em salvar vidas, antes de tudo. O que se defende é o seguinte: como garantir o bem-estar de uma pessoa, sem se primar pelo bem-estar de todos, e sem se garantir o mínimo, que é a vida? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Para que seja possível organizar o atendimento e permitir que todos sejam atendidos é necessário organizar uma escala de atendimento. No Ambulatório do Hospital Prado Valadares, há as emergências de prioridade vermelho, amarelo, verde e azul. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Isso nos leva a refletir que diferentes tipos de cirurgias de coração poderiam ser classificados com prioridades variadas: a prioridade vermelho seria o caso em que um transplante não pudesse esperar mais de 30 minutos para ser feito; a prioridade amarelo, transplante que tem meses pra ser feito, pois é possível continuar com o coração atual por algum tempo. A prioridade verde seria o desentupimento de veias por procedimento cirúrgico, e às vezes não se enquadram como quadro de emergência, e há a prioridade azul, os exames de coração em que há procedimentos cirúrgicos, sem que sejam considerados emergências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Se não houver uma escala distribuindo as necessidades da população em prioridades 1, 2 e 3, A, B e C, e o SUS começar a atender por ordem de chegada, o que será daqueles que precisam de atendimento urgente, podendo ir a óbito em minutos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Quando Andrea Stefanie fala “A minha saúde, o meu bem-estar físico e mental tem de ser tão importante quanto uma cirurgia de coração”, acontecem dois problemas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O primeiro é se colocar em primeiro lugar. Falar de si como mais importante, entender que a garantia do bem-estar próprio, individual é mais importante que a garantia do bem-estar do todo, de todas as pessoas, daqueles que correm risco de morrer caso uma cirurgia de mudança de sexo seja colocada como prioritária a uma cirurgia de coração pode vir a não ser convergente com aquilo por que ela tanto luta, pois o direito à vida está garantido como um direito humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O segundo é ignorar ou desvincular a idéia de que, um dia, talvez seja ela quem precise da cirurgia de coração, e precise passar na frente de outras pessoas com necessidade menos imediata que a dela. E talvez, devido à sua afirmação de acreditar que saúde, bem-estar físico e mental têm de ser tão importante quanto uma cirurgia de coração, quem quer que seja que decide quem vai ser atendido primeiro ou não decida que ela autorizou-os a não passá-la na frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Em parte, o SUS está errado, por ter uma postura utilitarista, em detrimento, por exemplo, de quem quer fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Quando o SUS elege as prioridades com as quais trabalha, não o faz consultando a população, nem de acordo com as reais necessidades da maioria. O faz de acordo com as suas prioridades de atendimento, de acordo com os próprios critérios e dependendo de suas próprias capacidades e disponibilidades, sem avaliar como a população pode ou não ser afetada pelas prioridades definidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Isso é interessante, porque o SUS atende aos interesses de um Estado, que é capitalista, e em parte não convém ao Estado fazer aquilo que é interessante para a maioria. Talvez os investidores internacionais ou a dívida externa, ou mesmo outros fatores externos influenciem mais do que a necessidade real da população. e trabalha enganando, passando a idéia de que faz tudo pelo povo, mas no fim, só faz proteger o estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Quando Andrea Stefanie fala de “nossas prioridades”, ela tanto pode estar se referindo às prioridades da sociedade, da população, - o que seria louvável -, quanto pode ser uma referência aos transexuais que precisam da cirurgia, ou de ter a as suas prioridades atendidas. Acredita-se que, tanto ela não pode se colocar acima das necessidades gerais, quanto à sua classe, todos estão (ou deveriam estar) dentro dos programas de saúde do governo, pois todos são iguais perante a lei, com direito a assistência médica especializada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Andrea Stefanie propõe que sejamos todos tratados iguais, mas aí o mundo se tornaria um caos, porque aqueles que podem morrer em função de ter ou não aquela necessidade atendida morrerão. É necessário que haja equidade. Aquele que precisa do atendimento de urgência, deve sim ter prioridade sobre a saúde daquele que não precisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O que se propõe aqui é que não ter prioridades é impossível, e Andrea Stefanie está errada em falar que as prioridades dela ou de sua categoria sejam mais importantes do que as daqueles que estão perdendo a vida. O SUS tem de elaborar suas prioridades de acordo com os critérios corretos, de acordo com as reais necessidades da população, e para que isso seja alcançado, o Assistente Social deve intervir a fim de proporcionar meios para que a população de usuários/destinatários do serviço esteja participando da eleição de prioridades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;O ideal mesmo, contextualizando a afirmação de Barroco, seria que o SUS fosse uma rede de hospitais tão sincronizada e tão completa que não haveria falta de atendimento para ninguém, e não haveria necessidade de eleger prioridades, ou colocar pessoas à frente de outras. Mas isso não vai ocorrer nunca, o mundo não é ideal, e utopia e otimismo não irão contribuir em nada. Ou seja, é somente na totalidade social que se compreende o real valor das prioridades de um Sistema de Saúde que prima por ser único, ou seja, atender a todos, em tudo. Inclusive garantir que os interessados em fazer cirurgia de mudança de sexo a façam (ver reportagem em anexo), sem que alguém morra pela falta de um transplante de coração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Deve-se trabalhar em melhorias. Um sistema falho não é um sistema único. E, por mais que responda a “interesses econômico-políticos e culturais”, de acordo com Barroco, o SUS têm grandes possibilidades em suas mãos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;É interessante que as melhorias se espalhem para além dos hospitais, entrem nas casas e nas vidas das pessoas, e se trabalhe com medidas profiláticas, para que aquelas pessoas que estão no hospital por não terem um tratamento de esgoto adequado, ou não terem se alimentado corretamente, ou o que quer que seja, estejam bem informadas e, o que for causado por falta de informação não aconteça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Deste modo, o SUS será capaz de suprir, ou superar seus alvos, ao menos. Será capaz de observar novos desafios e criar novos debates, porque, enquanto a população é carente de informação, comida e saneamento, a grande preocupação sempre será as grandes epidemias. Dessa forma, aqueles que precisam de uma cirurgia de mudança de sexo terão acesso à ela, pois o SUS não perderá tempo, dinheiro e capital humano remediando o irremediável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;Referências Bibliográficas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUS vai abrir inscrição para cirurgia de mudança de sexo. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-3-32-420-20080517"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-3-32-420-20080517&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;BARROCO, Maria Lúcia S. Os fundamentos sócio-históricos da ética. In: ABEPSS. CFESS. Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 2. Brasília: CEAD, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protocolo do acolhimento com avaliação e classificação de risco na porta de entrada da urgência e emergência do Sistema Único de Saúde no Hospital Prado Valadares. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.saude.ba.gov.br/hgpv/protocolo_acolhimento.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#66cccc;"&gt;http://www.saude.ba.gov.br/hgpv/protocolo_acolhimento.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#66cccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-8850125780604116686?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/8850125780604116686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=8850125780604116686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8850125780604116686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/8850125780604116686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/06/prioridade-x-importncia.html' title='Prioridade x Importância'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-907302244071594870</id><published>2008-06-03T20:42:00.001-03:00</published><updated>2008-06-03T20:46:36.144-03:00</updated><title type='text'>O outro e a imagem de si mesmo......</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;Eu navegava à toa nas ondas da internet, outros trabalhos adiantados, procurando uma inspiração pra uma dissertação em francês sobre relacionamentos. Escrevi uns quatro posts, tive idéias para outros quatro, mas a frase, aquela primeira frase de uma dissertação, do parágrafo introdutório, com muito esforço, saiu “meia-medíocre”. Eu tenho muito a dizer sobre relacionamentos, e não dá pra fazer uma redação com todo esse material, não dá pra fazer um parágrafo conclusivo; a parte mais difícil é me limitar a meu conhecimento tão ralo de uma língua tão complexa. Tinha um texto em que se embasar pra fazer a bendita dissertação. Mas já o título caía matando: “L’autre et l’image de soi”. Traduzindo ao pé da letra, “o outro e a imagem de si mesmo”. Aí eu lembrei do self do Jung (me perdoe, se não for teoria do Jung, faz tempo que eu mudei de área) e relacionei com o Sartre, do ser pour-soi e en-soi (acho que é isso). Bom, fiquei feliz, já dá pra encher umas quinze linhas falando de psicologia e de filosofia  (10 de filosofia e 5 de psicologia), mas aí eu li o texto, e vi que o cara que escreveu tinha um blog. Porque ele simplesmente acordou um dia de manhã com um monte de idéias e escreveu um texto que começa falando coisas sem sentido sobre o amor, e termina falando de economia. E para provar o que digo, eu achei o original na internet (um blog) e traduzi o texto. Perdoe-me os erros de tradução. O original se encontra no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://portailalbert.info/article.php3?id_article=252"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;http://portailalbert.info/article.php3?id_article=252&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#99ffff;"&gt; , exatamente de onde meu professor pegou o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro e a imagem de si mesmo (20/10/2005 por Albert)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer se baseiem sobre uma base amorosa ou não, as relações têm necessidade de certo ponto de partida para se desenvolver. O conhecimento do outro exige tempo, presença e um certo clima. Para desenvolver uma intimidade com o outro, é necessário desenvolver uma relação, e para desenvolver uma relação, é necessário desenvolver uma atitude, sem esquecer as afinidades básicas. O compromisso não é um objetivo em todos os casos, mas, as relações interessantes, dinâmicas e animadas o são, certamente. Isso permite àquele que as vivem a docemente colocar em voga uma contínua transição de estado de espírito. É na presença dos outros que nos conseguimos (chegamos a nos) definir. Nós temos de fato todo o interesse a encontrar as pessoas com nuanças, ao olhá-las com olhares lúcidos e objetivos, pois a precisão da imagem em vista vai depender. Há certamente um só meio que põe em cena uma forma de energia capaz de propulsar o pensamento para fora dos paradoxos do cotidiano, e é provavelmente uma boa maneira de definir o amor.  A paixão é, às vezes, difícil de viver, mas, ainda assim, é muito substancial e, quando acontece, dá sentido à vida. Isso não é surpreendente, já que a dor se torna grande quando a paixão se apaga, ou a pessoa está ferida ou foi enganada; nós estamos tão cercados de pessoas mais ou menos indiferentes aos tempos normais... No curso dos anos, as pessoas terminam (é sempre assim) por descobrir que o outro não é o que se esperava. Eu acredito que nós nos enganamos todos ao sujeito das relações homens-mulheres.  Nós nos enganamos muito mais do que quando se agita a amizade.  Nossos olhos são ofuscados pelas possibilidades que aparecem sempre grandes e íntimas ao mesmo tempo. Nós cremos sempre possuir qualquer coisa de grande e eu emprego a palavra “possuir” no sentido de que a vida nos é dada com o fim de amar a cada oportunidade... Mas a vida nãos nos tem dado nada verdadeiramente além da chance de fazer face ao irreal. Infelizmente, a nossa sociedade funciona principalmente sob o modo econômico. Isso faz com que, de certa forma, as relações se tornem consumadas em pequenos sinais. Não se pode separar o homem e a mulher de seus sentimentos, suas afeições, suas amizades, sua sensualidade (não apenas a sexualidade mecânica), sua arte, seus diversos estados de espírito, sua necessidade imaginária, seu sono, seu ritmo natural, etc., e nada deles fazer além de máquinas de produtividade. Não se pode decompor um homem e uma mulher em partes assim sem os destruir. Tranquilamente e docemente, a destruição e a valorização de uma única dentre as funções os vai matar... E é nesse estágio que estamos. Segundo as estatísticas, sob um ângulo econômico, tudo funciona. A rentabilidade ainda se descontrola... Então continuamos, a noite é jovem e canta e dança. Eles têm razão, ao que parece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ficou tão desesperado quanto eu, bom, resta aguardar minha redação... Ela vem pra este endereço em breve.&lt;br /&gt;Au Revoir!&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-907302244071594870?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/907302244071594870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=907302244071594870&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/907302244071594870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/907302244071594870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/06/o-outro-e-imagem-de-si-mesmo.html' title='O outro e a imagem de si mesmo......'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-6430806424842127895</id><published>2008-05-29T18:42:00.000-03:00</published><updated>2008-05-29T18:44:49.175-03:00</updated><title type='text'>A liberdade sob a Ética</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;“O problema do liberalismo político &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;consiste em saber como é possível existir, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;ao longo do tempo, uma sociedade estável e &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;justa de cidadãos livres e iguais, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;profundamente divididos por doutrinas religiosas, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;filosóficas e morais razoáveis”.&lt;br /&gt;John Rawls&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Jean-Paul Sartre, existencialista, afirma que o homem é condenado a ser livre. Ora, para Sartre, a liberdade não se constitui em algo belo, inalcançável, contido pelas normas, retraído pelas diferenças e desigualdades sociais. A liberdade consiste na eterna escolha, e na eterna dúvida da escolha correta.&lt;br /&gt;Deste modo, como não se trata mais, logo se vê que liberdade não é ir e vir, ou não invadir o espaço do outro, ou mesmo ainda “a minha termina onde a sua começa”, mas tem um significado que transcende isso. O egocentrismo em “a minha termina onde a sua começa” passa a idéia de um gráfico onde somos contidos não por regras sociais, e normas de conduta, mas pela simples existência do outro, que poda a minha liberdade – ela só acaba porque a sua começa. Essa liberdade conceitualmente restrita, conceituada numa idéia pequena, de que liberdade é o meu livre trânsito, de idéias, pensamentos, passos que seja, abre outra possibilidade.&lt;br /&gt;A liberdade só pode ser relativa. Não porque a minha começa onde a do outro termina, mas porque somos seres morais que, livres para a escolha, ainda assim fazemos a escolha certa, a escolha esperada de nós. Isso significa que, no final das contas, eu quero muito matar, mas não vou matar. Não é a escolha certa. Sou livre para matar – e livre para pagar pelo meu ato de violência, moral religiosa e judicialmente.&lt;br /&gt;Sendo a liberdade relativa, a liberdade absoluta inexiste. É claro, coloca-se a possibilidade, aqui, do ser amoral ser totalmente livre, mas, considerando parte do contingente dos seres amorais incapazes para o raciocínio, ou seja, para a escolha, então não há liberdade alguma em suas atitudes, assim como não há imoralidade: não há escolha, o seu agir e pensar é instintivo e reativo, não razoavelmente pensado em escolhas.&lt;br /&gt;Hegel faz uma afirmação impressionante e fantástica: “É somente pondo em risco a vida que se conserva a liberdade”, aqui como confirmação da tese da não-existência de liberdade absoluta. Seres imorais e amorais colocam a vida em risco em função de sua liberdade relativa todo o tempo. Entretanto, seres morais compreendem que a falta da liberdade relativa resulta na falta do risco e acabam por optar por não tê-la. Por isso, alguns parágrafos acima, eu queria matar, mas não matei.&lt;br /&gt;Mas isso leva a pensar que a liberdade e o risco (de morte, por exemplo) não necessariamente depende de nós somente; ele está correlacionado com a gama de inter-relações sociais de nosso dia-a-dia. Até que ponto se é livre e escapa-se da violência colocando-se grades altas nos muros de casas, nas janelas, trancas e alarmes nas portas? A partir de que ponto isso não é auto-infligir a violência, limitando-se o espaço de ir e vir, limitando a vista, até, tudo em função da proteção da violência e da manutenção da liberdade.&lt;br /&gt;A idéia de violência, porém, tem sido tratada com desdém, e a própria violência infligida pelo sistema de manutenção da segurança – vulgarmente conhecido como polícia–, além de justificada, é semelhante ou pior do que a violência de que deviam defender a população.&lt;br /&gt;Obviamente, o problema não será corrigido ou amenizado se todos decidirem ter uma vida mais light e retirarem todas as expressões de cárcere de suas habitações. Não funcionaria. No fim das contas, a pergunta permanece: aqueles mecanismos que deveriam proteger a população da violência estão tendo êxito em sua tarefa ou apenas trocando de alvo, ou de forma com que são exercidos?&lt;br /&gt;Os métodos que se utiliza para proteção são meio paliativos, protege-se de um tipo de violência, talvez do roubo, do furto, do seqüestro, do assassinato, mas não se protege do superfaturamento dos projetos públicos, do desvio de verbas da saúde e da educação, e nem do imposto (eterna, permanente, e irreversivelmente) retido na fonte.&lt;br /&gt;A violência institucionalizada, o assalto à mão desarmada, para uns, desalmada, para outros, não é divulgada pela mídia. Pelo simples fato de que a classe alta não é prejudicada por essa violência, é a sua causadora, quando não a agente direta. Não adianta somente pensar, ou planejar, o infligir violência consiste no agir, o executar o que se pensou e planejou; a violência é um crime premeditado.&lt;br /&gt;A violência é cuidadosamente dirigida a quem está vulnerável e pode ser atacado sem possibilidade de resposta (ao menos à altura) – conhecidas assim, as minorias. Não em número, nunca em número. A diferença entre o senhor do escravo e o próprio escravo não está na cor da pele, mas no dinheiro e no chicote – sempre houve mais negros que capitães do mato.&lt;br /&gt;As minorias são minorias pela vulnerabilidade. Por isso, imagine na sociedade de hoje, uma mulher, negra, velha, pobre, homossexual, com baixíssima escolaridade e portadora de deficiência física. Ela já morreu de fome ou de outra causa.&lt;br /&gt;Almeida fala de algumas formas de violência brutais que afligem enorme parcela da população brasileira: “a indigência, a convivência diária com a fome, a falta de acesso à habitação, o trabalho precário e intermitente, o desemprego, as precárias condições de saúde” (p. 53). A grande questão constatada no trecho foi: quem exerce essa violência citada? O Estado, que negligencia a distribuição de verbas, deixando crianças que comem uma única vez ao dia – na escola – sem merenda escolar? Os cidadãos, que deviam ser mais caridosos e dedicar-se mais às boas obras, além de rezar um terço pelos irmãos carentes e entregar um terço do seu salário mensalmente para que o governo o gerencie – da melhor forma.&lt;br /&gt;Voltemo-nos para o parágrafo-incentivo de Rawls. Não é possível existir uma sociedade estável e justa de cidadãos livres onde haja a coexistência dinâmica de doutrinas variadas e razoáveis. O liberalismo político nunca saberá como porque não há como, em longo prazo. As doutrinas tendem a se equilibrar, como elétrons neutralizando-se através de transferência de um corpo para outro. O catolicismo europeu absorveu grande parte das doutrinas dos negros e os índios também deram suas influências para a criação de uma nova religião, sincretista. &lt;br /&gt;É um exemplo simplificado, para mostrar que doutrinas razoáveis, todas, tendem a se unir através de um movimento dialético. Assim, a afirmação de Rawls se quebra em si mesma, pois para seres profundamente divididos em suas crenças, de modo algum poderia se permitir que houvesse uma síntese daquelas. O liberalismo já encontrou a coexistência, mas ela já se foi: já se iniciou o período de síntese das doutrinas. A afirmação de Rawls também se mostra inalcançável por quatro elementos-base: estabilidade, justiça, liberdade e igualdade.&lt;br /&gt;Ora, reconhece-se que sociedade alguma é estável; ela está em constante movimento parabólico, em subidas e descidas. A justiça está a favor de quem pode pagar por ela e quem pode comprá-la. A única dúvida que não me resta é se sou ou não livre, de acordo com Sartre. Flax (apud Almeida, p. 58) faz uma reflexão sobre a igualdade. Quando fala de igualdade, traz à tona a idéia de homogeneização.&lt;br /&gt;Para ser igual, é preciso tornar uniforme – feito na mesma fôrma – mas, igual em quê? Somos diferentes em tudo, e semelhantes no quesito humanidade. Mas iguais? Há divergências. Uma garotinha de cinco anos não apresenta um grau de humanidade do mesmo nível  que o do homem (homem? Monstro!) que a estuprou. Somos iguais? Há a possibilidade da homogeneização para alcançar a tão sonhada igualdade? É por tanto que estou com as feministas, que apóiam como fim último a diferença.  E, discordando de Almeida, como o elemento complementar da diferença, a semelhança.&lt;br /&gt;Então: transgredir as normas, obedecer-lhes, ou transformá-las? Até aonde vai a liberdade? Há a escolha real de transgredir as normas, para os seres morais? Não. Deste modo, resta apenas a resignação ou a revolução.&lt;br /&gt;Não há como resignar-se em vista de fatos assombrosamente violentos. Poder e violência geram um círculo vicioso. Só se mantém o primeiro a custas da segunda, enquanto a segunda serve para manter o primeiro. Deste modo, quanto mais poder, mais violência, quanto mais violência, mais poder. Mesmo assim, ainda acredito que a raiz da violência é o poder, já que foi com o surgimento da autoridade burguesa e dessa forma de poder que surgiu a questão social e, dela, derivou-se a violência dos burgueses do poder – político, econômico, social.&lt;br /&gt;Se não há como resignar-se, a solução é revolução, pois não há transformação sem luta; o ser moral vai trabalhar revolucionariamente a fim de transformar normas consideradas imorais em morais; ou mesmo não transformando as normas, recriando a sociedade em que estão inseridas – revisando os seus conceitos morais através de uma reflexão ética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-6430806424842127895?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/6430806424842127895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=6430806424842127895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6430806424842127895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/6430806424842127895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/05/liberdade-sob-tica.html' title='A liberdade sob a Ética'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6777915755489406905.post-3827348012519589754</id><published>2008-05-29T16:00:00.000-03:00</published><updated>2008-05-29T18:46:13.076-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O Cavaleiro do Absurdo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;“Ascender à condição de cavaleiro do absurdo é uma experiência reservada a poucos e é isso que torna possível a sobrevivência da humanidade, uma vez que a total ausência de moral exige o estabelecimento de uma relação desnuda com o real, tarefa impossível de ser executada sem que resulte na auto-aniquilação do gênero humano. A amoralidade absoluta está fora do alcance das faculdades humanas”.&lt;br /&gt;Sérgio Rouanet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;A reflexão levantada por Rouanet é muito válida para a disciplina. Ele fala de um cavaleiro do absurdo, uma pessoa que não assimila as normas morais da sociedade. Essa pessoa pode tanto ser incapaz de assimilá-las quanto de conhecê-las. Por fim, o efeito é o mesmo, não há normas que venham a reger suas ações e práticas. O fato é que somente o cavaleiro do absurdo é capaz de não agir moralmente; ainda que o faça. Pois agindo ou não moralmente, a sua consciência moral não julga para a prática.&lt;br /&gt;A amoralidade, para quem conhece as normas morais e as pratica, é impossível. O mais próximo dela que se pode alcançar é a imoralidade. Entretanto, a prática amoral por toda a sociedade acarretaria numa auto-aniquilação, como afirma o autor. A sociedade não tem normas morais criadas por mero acaso; essas normas são essenciais à sua sobrevivência.&lt;br /&gt;Deste modo, a sobrevivência da sociedade está garantida ao manter-se reduzido o número de cavaleiros do absurdo, considerando-se que somente eles podem praticar a amoralidade; esta, assim como a imoralidade, praticadas em larga escala, levariam a sociedade a não-existência, porque a moralidade e suas regras funcionam como o contrato social de Rousseau – numa comparação um pouco distante –: a sociedade existe enquanto o contrato social ainda funciona, e todos o seguem, ainda que inconscientemente. Caso toda uma sociedade decidisse ignorar as regras – que conhece – e passasse a agir de forma imoral, o caos estaria instaurado, a sociedade entraria em ruínas, pois não haveria mais controle e, se se pensar bem, não haveria nem mesmo a intenção de controle, nem por parte dos controlados, nem por parte dos controladores.&lt;br /&gt;Em “uma vez que a total ausência de moral exige o estabelecimento de uma relação desnuda com o real, tarefa impossível de ser executada sem que resulte na auto-aniquilação do gênero humano”, Rouanet apresenta uma conexão de três idéias interligadas e, em parte, conseqüentes: a total ausência de moral =&gt; relação desnuda com o real =&gt; auto-aniquilação do gênero humano.&lt;br /&gt;A auto-aniquilação do gênero humano é o resultado da total ausência de moral, a amoralidade (diferentemente do resultado da imoralidade: provavelmente, como conseqüência desta, não haveria auto-aniquilação, mas mútua aniquilação). Só o é, devido à relação desnuda com o real. Essa acarreta a auto-aniquilação do gênero humano. Ora, ela só é possível pelos cavaleiros do absurdo, sendo também justificável imaginar o gênero humano em suas mãos, em processo de auto-aniquilação. Mas, como os cavaleiros do absurdo são poucos, a sociedade mantém-se um organismo vivo, e não há, note-se, não há relação desnuda com o real em proporção aniquiladora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;Ou seja, seres morais e imorais vêem um mundo encoberto, não-real, através de um par de óculos de julgamentos e pré-conceitos. Esse par de óculos é representado pelo conhecimento das normas morais, às quais seguem ou não. O ser amoral não usa esse par de óculos, que altera a maneira como ele enxerga a realidade, ele a vê nua, como ela é. Sem códigos, preceitos e princípios que determinarão o que está vendo e sob que perspectiva, ou até que ponto, o que vê é real. Ele vê a realidade realmente, e se relaciona com ela despido de normais morais.&lt;br /&gt;“Ascender à condição de cavaleiro do absurdo é uma experiência reservada a poucos [...]”. E, para se refletir sobre a idéia do verdadeiro cavaleiro do absurdo, parte-se do primeiro termo utilizado pelo autor: “ascender”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;Pode-se pensar que o cavaleiro do absurdo não esteve sempre nesta condição, mas chegou a ela, ascendeu a ela, e essa experiência, não apenas a de ser um cavaleiro do absurdo, mas de se tornar um, é reservada a poucos, pois se muitos seres morais ascendessem a seres amorais, a sociedade moral como um todo estaria terminantemente aniquilada.&lt;br /&gt;E o termo permite ainda outra reflexão: nota-se que o autor diz: “ascender à condição de cavaleiro do absurdo”, em lugar de dizer “descer à condição de cavaleiro do absurdo”. Essa ascensão invocada pelo autor denota idéia aprisionadora de moralidade, de modo que, ascender a uma condição em que não haja o domínio da moral leva à liberdade. Só um ser amoral vai poder alcançar tal liberdade, um ser reprimido e contido pelas normas morais da sociedade nunca a vai encontrar em plenitude. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6777915755489406905-3827348012519589754?l=controlesdeetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/feeds/3827348012519589754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6777915755489406905&amp;postID=3827348012519589754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/3827348012519589754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6777915755489406905/posts/default/3827348012519589754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://controlesdeetica.blogspot.com/2008/05/o-cavaleiro-do-absurdo.html' title='O Cavaleiro do Absurdo'/><author><name>Alice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322705579625089536</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-s_aq1OgW8jM/Tvedwuce7pI/AAAAAAAAASE/WeixuOnF4yM/s220/103_7644.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
